Coloque as finanças da sua empresa em ordem

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Ao pensar em abrir uma empresa, a maioria dos empreendedores concentra seus esforços apenas na atividade na qual vai investir. Se vai abrir uma loja de roupas, por exemplo, pensa nos produtos que vai vender, quem serão os fornecedores; se for uma lanchonete, pensa nos tipos de lanches que vai servir, como será o cardápio, a estrutura do local. E por aí vai.

Pensar em todos esses detalhes faz parte do processo, mas o que muitas vezes acontece é pensar nas questões comerciais e deixar a organização financeira em segundo plano. E este é um grande erro, pois a saúde financeira da empresa é fundamental para o crescimento e até mesmo sobrevivência do negócio.

Esta é uma negligência que acontece, muitas vezes, involuntariamente. Alguns empresários nem param para pensar na importância desse controle financeiro. Você precisa saber exatamente quais os gastos e ganhos da empresa até mesmo para saber se o negócio está sendo lucrativo. Se você utiliza o dinheiro do seu negócio para uso pessoal, ao final do mês não saberá nem se teve lucro ou prejuízo, pois não está controlando as finanças.

Com alguns cuidados, organização e disciplina, você pode melhorar muito a área financeira do seu negócio e ter resultados positivos e lucrativos. Confira:

Identifique a situação atual da sua empresa

Você precisa levantar todas as informações financeiras, como despesas, receitas, estoque e caixa. Insira os detalhes no seu sistema informatizado de gestão ou, se não tiver um, anote tudo em pastas, planilhas. Utilize o que tiver, mas registre as informações exatas.

Anote também as despesas fixas como água, luz, telefone, entre outras, além do valor das retiradas mensais, como pró-labore. Nesse momento você também deverá separar as contas pessoais daquelas da empresa. Dessa forma você poderá medir, de fato, se sua empresa está sendo lucrativa, onde estão os maiores gastos, entre outras informações.

Organize sua área financeira

Agora que você já levantou as informações financeiras da empresa, trabalhe para que as anotações sejam feitas diariamente, mantendo o controle de tudo: vendas diárias, à vista, a prazo; datas de recebimento; gastos. Ao final de cada mês você também deve fazer um balanço total.

Mesmo que as atividades financeiras sejam de responsabilidade apenas de uma pessoa, é importante estruturar as tarefas em: contas a receber, contas a pagar e tesouraria (administração do caixa, controle do endividamento e relacionamento com bancos). Essa é a estrutura ideal para organizar as finanças.

Pague as contas em dia

Organize-se para pagar todas as contas no dia certo e evitar multa e juros. Você também pode antecipar os pagamentos, se o desconto for vantajoso e se isso não prejudicar seu caixa no futuro. Para facilitar na gestão financeira é importante que os prazos de pagamento concedidos a clientes sejam inferiores ao recebido de fornecedores.

Utilize ferramentas de controle

Para uma boa gestão financeira você precisa conhecer e controlar o presente para administrar o seu futuro. Algumas ferramentas de gestão podem ser úteis neste momento, como o ContaAzul, um programa de controle financeiro empresarial, que te ajuda a organizar não apenas suas informações financeiras, mas também o controle de estoque e a integração bancária.

Outra ferramenta online e muito eficaz é o Nibo. Com ele, você consegue controlar suas finanças, emitir notas fiscais e boletos bancários, organizar as contas a pagar e promover a integração bancária, além de várias outras atividades úteis.

Uma outra ferramenta, mais orientada para o uso pessoal, mas que também pode ser bastante útil para sua empresa em um momento inicial, é o gerenciador financeiro Yupee. Com um importante diferencial: totalmente gratuito. Trata-se de uma ótima opção caso você esteja começando um empreendimento, e precise colocar as contas em ordem.

Para quem não tem intimidade com números e finanças, cuidar dessa parte da empresa pode parecer (e é, inicialmente) complicado, mas tenha em mente que isso é fundamental e pode garantir a sobrevivência da sua empresa.

Por isso, independente da sua área de conhecimento é muito importante que busque se informar sobre gestão financeira, mesmo que sejam as informações mais básicas, se você é um Microempreendedor Individual. Se você tiver uma empresa maior, precisa do apoio de um contador para garantir o sucesso da sua empresa.

O grande segredo é: conhecer e entender o que entra e o que sai do caixa da sua empresa no dia, no mês e no ano. Dessa forma você pode se organizar e se planejar.


Já leu nosso último post “Aprenda sobre fluxo de caixa e melhore a saúde financeira da sua empresa”? Confira aqui.

Aprenda sobre fluxo de caixa e melhore a saúde financeira da sua empresa

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Todos os dias, é preciso “fechar o caixa”. Mas apesar de corriqueira, essa atividade é extremamente importante para a saúde financeira das empresas.

O fluxo de caixa é um instrumento básico de planejamento financeiro, que está no alicerce da organização financeira de um negócio. Seu objetivo é apurar e projetar o saldo disponível, para que haja sempre capital de giro para aplicação ou gastos necessários.

Elaborar o fluxo de caixa permite, portanto, que o empresário tenha uma ideia de como estará a situação financeira da empresa nos próximos dias, semanas ou mês.

A ferramenta possibilita, ainda, o controle das atividades do ciclo operacional da empresa. Isto é, das atividades de compra e venda de mercadorias e serviços em curto prazo e os seus respectivos pagamentos e recebimentos.

Realizado em forma de planilha, em um relatório de fluxo de caixa devem estar registrados todos os recebimentos (vendas à vista e recebimento de duplicatas, entre outros) e todos os pagamentos (compras à vista, pagamentos de duplicatas, pagamento de despesas e outros pagamentos) previstos para o dia, a semana e até para o mês, caso sejam parcelados.

O resultado do fluxo de caixa é o saldo disponível (no caixa ou conta bancária) apurado pela diferença entre o total do valor dos recebimentos e pagamentos efetivamente realizados em uma determinada data ou período.

Confira o passo a passo para elaborar um bom fluxo de caixa:

Passo 1. Faça o registro diário de entradas e saídas. Lance no “contas a pagar” e “contas a receber” os compromissos já assumidos e valores a receber, já conhecidos ou facilmente estimados.

Passo 2. Projete os pagamentos e recebimentos futuros. Estime despesas ainda não lançadas no “contas a pagar”, como: impostos, folha de pagamento, contas de água e luz.

Passo 3. Analise o saldo diariamente e em períodos futuros. Em situação deficitária, ou seja, negativa, tome decisão sobre necessidade de capital de giro. Em situação superavitária, positiva, pense em como investir e aplicar o recurso.

Mas atenção: o saldo de caixa não indica, necessariamente, que a empresa esteja tendo lucro ou prejuízo. O saldo final deve ser confirmado a cada dia.


Já leu nosso último post “Encante seus clientes com uma boa vitrine”? Confira aqui.

Encante seus clientes com uma boa vitrine

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A vitrine é o primeiro canal de contato que o cliente tem com uma loja. Ela precisa encantar, atrair e convidar o cliente a entrar. Mais do que o cartão de visitas do estabelecimento, a vitrine é um dos principais recursos de comunicação com seu público-alvo.

Ela precisa chamar a atenção dos clientes de forma positiva. Itens expostos de forma errada, excesso de produtos e informações, luzes mal direcionadas, podem causar um efeito de retração e o cliente não ter vontade de entrar na loja. Com um espaço bem aproveitado e produtos bem-dispostos, a vitrine pode ampliar as chances de vendas.

Conheça abaixo algumas dicas para explorar bem esse espaço e conseguir resultados positivos:

Iluminação

A iluminação é importante para criar um espaço agradável e tem poder de transformar o clima, fazendo o cliente sentir-se confortável ou não. Ela pode valorizar um produto ou esconder suas qualidades.

As luzes do tipo dicroica (com refletor no seu interior) são as mais indicadas pela tonalidade de luz que emitem, um amarelo intenso que parece luz do sol, mas não tão forte, ressaltando as cores de tecidos e objetos. As luzes amareladas são mais usadas na decoração de vitrines em shoppings ou para serem ligadas no período noturno.

A luz branca é uma tonalidade de luz forte e por isso não é indicada para vitrine, a não ser que seja utilizada em vitrines altas em que a iluminação não se concentre em apenas um
 objeto. Neons, abajures e outros tipos de iluminação são soluções criativas para criar uma vitrine diferente.

Independente da sua escolha pela iluminação fique atento ao consumo de energia e sempre que possível procure as opções de LED, que são as mais econômicas.

Temas

Decorar a vitrine não é um trabalho fácil. Você deve sempre se colocar no lugar do consumidor e tentar imaginar o que poderia agradar. Você pode utilizar temas para montar sua vitrine que estejam associadas ao cenário atual, como estações do ano e datas comemorativas. As lojas de roupa costumam utilizar muito esses recursos.

Você pode ficar atento também aos acontecimentos que estejam “na moda”. Nas redes sociais, por exemplo, alguns assuntos ganham destaque rapidamente e espalham como o “assunto do momento”. Se o negócio com o que trabalha permitir, você pode aproveitar a ocasião para decorar sua loja com itens que remetam ao acontecimento. Mas fique atento, pois é preciso que seu público-alvo compreenda a mensagem ou poderá haver um ruído de informação e afastar seus clientes.

Seja qual for a temática escolhida, o objetivo é despertar a atenção das pessoas, apresentando seus produtos e serviços de forma atraente.

Elementos inusitados

Elementos diferentes também podem estar presente na sua vitrine. Dependendo do seu ramo de atividade, pode incluir elementos que chamem atenção e tenham a ver com seu negócio. Se for de roupas esportivas, por exemplo, pode colocar itens de esporte (mesmo que não venda estes itens); se você trabalha com música, pode colocar itens de homenagem a um artista específico; pode utilizar flores; móveis; cabides diferenciados. Basta usar a imaginação.

Os elementos podem estar no piso da vitrine, afixados na parede ou até mesmo suspenso, dependendo do tema e dos produtos que se quer evidenciar.

O uso de escadas também é uma opção na hora de montar um cenário diferente. Práticas e baratas, elas podem ser utilizadas para expor produtos, servir de inspiração para a colocação de manequins, além de poderem ser repaginadas (com cores novas) para a próxima ideia.

Texturas e materiais

Elementos com texturas ajudam a compor um visual diferenciado para a vitrine e para o ambiente da loja. O aspecto macio, liso, áspero, brilhante de uma superfície ajuda a chamar a atenção do cliente.

Entre as opções de texturas estão tecidos, pinturas, bolas, móveis de diferentes materiais, elementos naturais, como pedras e folhas ou recursos como grama artificial e outros elementos diversos. Basta utilizar a imaginação.

Você também pode trabalhar com a repetição de um determinado elemento ou produto, criando um cenário diferenciado e atrativo.

Tome muito cuidado para não exagerar ou poluir a vitrine com muitas informações. É importante comunicar descontos ou promoções, porém é preciso ficar atento na quantidade de itens expostos com descontos. O indicado é comunicar bem, sem ser exagerado ou apelativo.

Para garantir uma boa vitrine, faça um bom planejamento do que pretende destacar e quando utilizará os temas. Assim, se você tiver um orçamento restrito pode potencializar suas vendas para as datas mais importantes.

Você também pode procurar a ajuda de especialistas para garantir um bom melhor resultado para sua empresa.


Já leu nosso último post “Entenda se sua ideia de negócio é viável”? Confira aqui.

Entenda se sua ideia de negócio é viável

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E aí, está pensando em abrir um negócio? Mas já se perguntou se sua ideia de negócio é viável?

Avaliar a viabilidade de um negócio é fundamental para saber se a ideia realmente vale a pena ou se deve ser descartada e substituída por outra.

Essa é uma atitude decisiva para saber a capacidade do que o negócio tem de gerar lucro. Logo, também é um passo fundamental para evitar prejuízos ou mesmo o risco de falência.

Porém, você deve estar se perguntando quais informações e dados são necessários para fazer uma avaliação como essa. Nesse post, queremos te dar algumas respostas. Vamos lá?

Em primeiro lugar, você precisa escrever suas ideias de forma clara e sistemática. Esse planejamento precisa ser destrinchado em quatro pilares básicos: Mercado, Finanças, Análise de Cenários e Avaliação de Estratégias.

Na Pesquisa de Mercado, você irá identificar seu público-alvo, seus fornecedores, as práticas de mercado e a concorrência. Essa etapa te permitirá conhecer o perfil socioeconômico dos clientes, suas preferências e expectativas. Também é nesse momento que você irá entender o comportamento dos seus concorrentes e como buscar diferenciais que agreguem valor ao seu produto ou serviço, de modo que você não seja apenas mais um no mercado. Esse estudo embasará seu plano de marketing, que irá prever as estratégicas para atrair e fidelizar seus clientes.

A etapa voltada ao Planejamento Financeiro, te dará uma ideia sobre o investimento financeiro inicial. Para isso, você precisará ter em mente a infraestrutura necessária para que a sua empresa saia do papel. Itens como estrutura física, documentação, equipamentos e estoque devem ser levados em conta nesse momento. Isso sem esquecer a previsão de vendas em cada mês e qual a venda mínima necessária para cobrir todos os custos e as despesas.

A Análise de Cenários, por sua vez, trará maior entendimento dos riscos que a empresa corre quando é criada ou está em atividade. Prever e administrar esses riscos ajuda a manter a sustentabilidade do negócio. Simule cenários com possibilidades de resultados pessimistas e otimistas, e pense em ações para minimizar os problemas ou intensificar os bons resultados.

Na etapa de Avaliação de Estratégias, valide e ajuste as informações de mercado, estimativas de receitas e custos de planejamento. Apresente suas ideias a potenciais clientes e verifique se eles concordam e se pagariam pelo que você quer oferecer.

Pesquise, estude, se capacite, participe de feiras e eventos, procure informações sobre empresas que admira. O Plano de Negócios é o instrumento ideal para traçar um retrato fiel do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor, o que propicia segurança para quem quer iniciar uma empresa com maiores condições de êxito ou mesmo ampliar ou promover inovações em seu negócio.

O Plano orienta na busca de informações detalhadas sobre o ramo, produtos e serviços, clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua ideia e na gestão da empresa.

Os interessados em montar um plano de negócio podem ligar para 0800 570 0800 ou procurar o Sebrae mais próximo.


Já leu nosso último post “Por que as empresas morrem”? Confira aqui.

Por que as empresas morrem?


Abrir uma empresa é uma tarefa relativamente simples. Pode ser um pouco burocrática, dependendo do seu porte, mas não requer muito segredo para conseguir um CNPJ e se formalizar. Centenas de pessoas dão esse primeiro passo e tiram suas ideias do papel todos os meses no Espírito Santo, segundo dados da Junta Comercial do estado.

A maior dificuldade vem com o passar do tempo, quando a empresa não dá o resultado esperado, quando as contas aparecem e você percebe que está com o caixa no vermelho. A sobrevivência das empresas é um assunto delicado.

De acordo com uma pesquisa do Sebrae, das empresas constituídas em 2012, no Brasil, 76,6% das empresas sobreviveram aos dois primeiros anos de atividade. Essa mesma pesquisa mostra que os números melhoraram comparados aos anos anteriores, porém mesmo em um cenário otimista, essa média cairia para 68% até 2018.

Mas quais os motivos que levam à falência das empresas logo no início?

A pesquisa do Sebrae mostrou que, entre os principais motivos estavam a falta de planejamento, falta de capacitação e má gestão do negócio. Porém, foi identificado ainda que, muitas das empresas que fecharam, o negócio tinha sido aberto por necessidade e não por uma oportunidade.

Um outro ponto identificado foi a falta de acompanhamento rigoroso da movimentação financeira, além de não se atualizar com respeito às novas tecnologias do setor e manter produtos e serviços sem diferencial.

Podemos perceber, com isso, que não existe um fator único que explique porque as empresas fecham com poucos anos de atividade. Na verdade, é um leque de cuidados que a empresa necessita para se manter viva.

Abrir uma empresa pode ser algo relativamente fácil, mas mantê-la é uma tarefa que necessita de muito empenho, dedicação e amor pelo negócio. Empreender é superar um desafio a cada dia, é estar comprometido 24 horas com seu empreendimento, principalmente até que ele se estabilize.

E quais os passos para a sobrevivência?

Como já citado, são diversos pontos que precisam ser sempre observados para que a empresa se desenvolva e dê retornos positivos, ficando sempre no azul. Abaixo citamos alguns itens que se destacam:

– Faça um bom planejamento, de preferência, um Plano de Negócios.

Já citamos essa ferramenta diversas vezes aqui no blog, pois ela é essencial para ter uma visão atual e futura do seu empreendimento. Você conseguirá identificar seu mercado, clientes, fornecedores, concorrentes, pontos fortes e fracos, além de identificar o prazo de retorno que terá do seu investimento.

– Tenha atenção às finanças da empresa.

É fundamental manter o controle financeiro do que entra e sai na sua empresa. Você precisa ficar atento às movimentações financeiras, capital de giro, fluxo de caixa e gestão dos estoques de seus produtos. Só assim poderá saber se a empresa está sendo ou não lucrativa.

– Invista em capacitação.

O empreendedor que busca capacitação está sempre à frente daquele que não se capacitou. Conhecimento é sempre bem-vindo, então mantenha-se atualizado sobre os assuntos pertinentes ao seu negócio e também ligados à gestão para garantir o crescimento da sua empresa. Lembre-se também de capacitar sua equipe e mantê-la sempre motivada.

– Fique de olho nas novidades do setor.

Independente do setor, as novidades não param de surgir. Procure estar sempre informado sobre as inovações tecnológicas ligadas ao setor em que atua, como novos softwares e aplicativos. Fique ligado também às tendências e mudanças de comportamento dos seus clientes, além de ficar de olho nos seus concorrentes para saber o que eles estão fazendo.


Já leu nosso último post “5 dicas para contratar funcionários”? Confira aqui.

5 dicas para contratar funcionários

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Imagine uma micro empresa, com dois ou três funcionários. Se um deles tiver um desempenho muito ruim, há grande chance dos resultados serem bruscamente afetados.

Contratar funcionários eficientes, portanto, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um pequeno negócio.

Ter pessoas capazes de acrescentar diferencial ao negócio é ainda mais crucial nesse momento de economia restritiva, em que as empresas precisam inovar para se destacar.

Levando-se em conta que numa micro ou pequena empresa, grande parte das vezes fazer a seleção fica por conta do dono do negócio — que já tem mil e uma outras responsabilidades — como garantir que essa escolha seja eficaz? Como saber se aquele candidato entrevistado é o mais indicado para trabalhar para você?

Confira dicas valiosas para não errar na contratação:

1. Escolha alguém com a cara do seu negócio: para escolher alguém para trabalhar na sua empresa, é preciso que você tenha clareza da identidade de seu negócio — seu produto ou serviço, mercado, público-alvo, entre outras características. Assim, será possível escolher alguém que tenha afinidade e uma postura que combine com seu tipo de negócio.

2. Saiba perguntar: Além de perguntas específicas sobre a formação e experiência do candidato, é importante fazer perguntas abertas, que permitam que a pessoa fale, como por exemplo: “Qual o seu histórico profissional?”; “Como você é no dia a dia?”. Isso te ajudará a perceber se a pessoa tem dificuldades na comunicação, qual o seu domínio da língua portuguesa, seus vícios de linguagem, sua postura.

3. Saiba ouvir: Além de fazer as perguntas certas, é necessário saber ouvir, procurando perceber o que o candidato está buscando, quais são seus planos de vida e se isso tem conexão com a vaga para a qual ele está concorrendo e as atividades que irá realizar.

4. Avalie os valores: Habilidades técnicas podem ser adquiridas com treinamento, mas ética é algo que não se consegue transmitir, se a pessoa não tem. Por isso, não negligencie a importância dos valores, atitudes, habilidades interpessoais e motivação do indivíduo. Claro que ninguém vai questionar a vida pessoal e os assuntos privados numa entrevista de trabalho. Porém, saber quais são os hobbies, o que a pessoa costuma fazer no final de semana, do que ela mais gosta pode dar pistas sobre os valores do candidato, e mostrar se estes estão alinhados aos valores da sua empresa.

5. Priorize o que é bom para a empresa: O seu interesse em ter um bom funcionário deve superar seu desejo de ajudar um parente ou amigo. É claro que você pode ajudar, desde que as habilidades técnicas dessa pessoa acrescentem algo à sua empresa. Caso contrate alguém de seu círculo pessoal, lembre-se de saber separar posturas e conflitos pessoais daqueles exigidos no ambiente de trabalho.

Lembre-se: boa parte do que se transmite e compreende num processo de comunicação não é algo verbalizado. A comunicação não-verbal — composta por postura corporal, expressões faciais, entre outros — nos diz, mesmo que de maneira inconsciente, muita coisa sobre nosso interlocutor.

Por isso, não despreze a sua intuição na hora de decidir quem é e quem não é a pessoa certa para trabalhar ao seu lado. Se tiver a impressão de que há algo de errado com a pessoa, faça mais perguntas e consulte referências.

Se você é MEI, a dica é conferir o E-book Sei Contratar, que tem o objetivo de ser um guia para você que se formalizou como MEI e quer contratar um empregado.

Se você já contratou e agora quer gerenciar bem a sua equipe, que tal conferir o E-book Gestão de Pessoas? Lembre-se: o sucesso de uma organização depende cada vez mais do conhecimento, habilidades, criatividade e motivação de sua força de trabalho!


Já leu nosso último post “Orientações para empreender em casal”? Confira aqui.

Orientações para empreender em casal

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Muitos casais não conseguem imaginar ter que trabalharem juntos. Outros, porém, encontram nessa iniciativa a oportunidade de juntarem suas aptidões e talentos para empreenderem, abrirem o próprio negócio, além de passarem mais tempo pertos um do outro. Essa decisão deve ser pensada com calma, pois por mais afinidade e amor que o casal tenha um pelo outro, encontrarão obstáculos na vida empresarial e eles não poderão interferir na vida conjugal.

Se você pensa em abrir sua empresa com seu cônjuge, procure fazer um Plano de Negócios antes de tirar a ideia do papel. Essa ferramenta trará para vocês uma visão do futuro e mais clareza sobre como será o caminho a ser percorrido, identificando mercado, concorrentes, fornecedores, público-alvo, pontos fortes e fracos do negócio que está para ser iniciado.

Uma visão distorcida que muitos têm da vida empresarial é que, ao montar um negócio irá trabalhar menos que trabalha para os outros. Saiba que isso é um mito, pois você passará a ser o responsável por tudo dentro da empresa e precisará pensar nela até 24 horas por dia, principalmente até que ela se estabeleça e comece a dar retorno — o que pode demorar meses e até anos.

É importante que vocês conversem para identificar o propósito de montar uma empresa e por qual motivo estão fazendo isso juntos. Para que o negócio dê certo vocês precisam ter entre si: confiança, respeito, lealdade, honestidade, justiça e crescimento.

Confira abaixo cinco orientações para que a empresa do casal tenha sucesso:

1. Distribua funções

Identifique quais as habilidades individuais de cada um para que possam desenvolver melhor o seu papel dentro da empresa. É importante também que as tarefas do empreendimento sejam bem divididas e definidas para que um não interfira na atividade do outro e não haja conflitos entre as responsabilidades de cada um. Dentro da empresa lembre-se que precisa tratar o(a) parceiro(a) de modo profissional, principalmente na frente da equipe, clientes e fornecedores.

2. Saiba separar os assuntos

Ao chegar em casa vocês devem deixar o assunto do trabalho de lado. Nenhum relacionamento é saudável quando, mesmo em casa, só se fala de trabalho. É preciso que tenham momentos de lazer e conversas sobre outros assuntos para que a relação pessoal do casal não se desgaste.

3. Não misture os problemas da empresa e vida pessoal

Esse é um item difícil de ser colocado em prática, mas deve ser trabalhado dia a dia para que possam evitar problemas maiores. Ao passar por alguma dificuldade na vida profissional vocês precisam ter em mente que isso não pode interferir na vida pessoal e vice-versa.

Assim que surgir um problema vocês devem focar logo na solução e deixar cada questao para ser discutida em seu local de origem. Se isso não for observado e tratado com cuidado pode acabar até mesmo em divórcio por conta da empresa.

4. Divida o dinheiro

Ao abrir o próprio negócio você deve definir o pró-labore do casal, ou seja, a remuneração que deve ser paga às pessoas responsáveis pela administração da empresa. Se possível, esse valor deve ser semelhante para o casal. Essa medida ajuda a evitar brigas e a misturar o dinheiro da família com o da empresa (isso deve ser muito bem observado para evitar problemas financeiros. Confira o post que fizemos abordando este assunto).

5. Tire férias ao mesmo tempo

Quando só os integrantes do casal são os únicos sócios da empresa, separar um momento para as férias é um grade desafio. Para resolver isso é preciso treinar muito bem e confiar na equipe. Se a empresa está sendo aberta, é possível que o momento das férias demore um pouco, até que o negócio esteja estável e caminhando bem. Conversem sobre isso e planejem esse momento juntos.

Empreender em casal pode ser uma boa opção se houver sempre o diálogo e compreensão entre os dois. Ser paciente e tolerante é fundamental para que o relacionamento empresarial e o pessoal dê certo.


Já leu nosso último post “5 dicas para ter um e-commerce de sucesso”? Confira aqui.

5 dicas para ter um e-commerce de sucesso

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O mercado de e-commerce no Brasil continua em expansão. Essa modalidade de comércio cresceu 9,23% e chegou a 600 mil lojas eletrônicas em 2017, segundo o estudo “O Perfil do E-Commerce Brasileiro 2017”, encomendado pelo PayPal Brasil à BigData Corp.

Em 2017, também chama a atenção o boom no número de e-commerces de grande visitação — aqueles com mais de 500 mil visitas mensais. Enquanto em 2016 esses sites tinham participação marginal no total de lojas online, de apenas 0,76%, hoje representam 14,77% do total de lojas virtuais.

Com perspectiva de continuar crescendo, ainda há espaço para mais negócios na esfera virtual. E o empreendedor pode aproveitar essa onda. Mas, antes de abrir o seu comércio eletrônico, deve dar uma olhada nas cinco dicas listadas pela Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que podem ser muito úteis para o sucesso da empresa virtual.

1. Escolha da plataforma

Por meio da plataforma o lojista apresenta seus produtos aos consumidores e disponibiliza soluções de pagamento. Os modelos existentes no mercado são diversos. Avalie se o layout de loja e as formas de pagamento oferecidas estão de acordo com as suas necessidades. Leve em conta também o atendimento que a empresa oferece, pois é através desta plataforma que você administrará a sua loja virtual.

2. Provedor confiável

Uma loja virtual fica aberta 24 horas por dia, sete dias por semana. Por isso, um domínio fora do ar pode significar prejuízo nos negócios. Na contratação do provedor, vale até gastar um pouco mais, se isso for garantir um serviço de qualidade.

3. Formas de pagamento

Meios de pagamento ágeis e seguros fazem toda a diferença no comércio eletrônico. Quanto mais formas você oferecer, mais clientes vai satisfazer. O meio mais usado para o pagamento de compras virtuais atualmente é o cartão de crédito, mas não se deve descartar outras possibilidades, como os cartões de débito, de lojas, boletos, transferências bancárias e até o celular.

4. Logística precisa

É obrigação do lojista garantir que os produtos vendidos em seu comércio eletrônico cheguem ao cliente no prazo certo e em perfeitas condições. O custo disso não é baixo, e deve constar nas despesas totais de implementação da loja virtual. O serviço completo de logística inclui a recepção das mercadorias, a estocagem, o deslocamento dos produtos para preparação do pedido e, finalmente, a estrutura de transporte para a entrega dos itens.

5. Atendimento confiável

Para efetuar a compra em uma loja virtual, o cliente precisa confiar naquele site. Afinal, o pagamento é feito antes do recebimento da mercadoria. Oferecer um serviço eficiente de atendimento ao cliente pode ajudar o consumidor a se sentir mais seguro. Uma equipe bem treinada e pronta para sanar dúvidas faz toda a diferença. Entre as ferramentas disponíveis para suprir essa necessidade, chats online, e-mail e atendimento telefônico.

Se você já tem ou pretende investir em um e-commerce, não deixe de conferir o post que fizemos abordando outras dicas para um e-commerce de sucesso, levando em consideração alguns fatores-chave.


Já leu nosso último post “Dicas para não misturar as finanças pessoais com a empresarial”? Confira aqui.

Dicas para não misturar as finanças pessoais com a empresarial

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Misturar as finanças pessoais com as finanças da empresa é algo muito comum, principalmente nos pequenos negócios, onde não há a participação de um contador, onde a movimentação financeira é relativamente pequena e os empreendedores são responsáveis por quase tudo no empreendimento.

É preciso ficar atento, pois essa prática é muito perigosa e pode causar um resultado desastroso das finanças, levando até mesmo à falência. Por isso é fundamental que você tenha um cuidado redobrado com o dinheiro da sua empresa para garantir o crescimento sustentável e os lucros do empreendimento.

Confira abaixo algumas orientações para evitar misturar as finanças:

Tenha contas correntes separadas

O indicado é que você tenha uma conta corrente para você e outra para a sua empresa. Dessa forma será mais fácil controlar melhor os lançamentos nos extratos, pagamentos recebidos e gastos realizados. Você deve evitar também usar o cheque ou cartão da empresa para pagar contas pessoais e vice e versa, pois as finanças acabam se misturando.

Outra vantagem de ter contas separadas é para efeitos fiscais. Assim, será mais fácil para você comprovar o seu faturamento, o que torna mais simples fazer a declaração de Imposto de Renda. Por não haver controle financeiro, alguns empresários sequer sabem se têm um negócio lucrativo ou não.

Não use o caixa da empresa para pagar contas pessoais

Nunca leve suas despesas de casa para o trabalho e nem o contrário. Tapar um buraco com outro é um forte indício de que algo dará errado no futuro. Portanto, mantenha as finanças separadas.

Você pode evitar essa prática definindo valor e data para retirar o pró-labore. Caso seja inevitável, você deve encarar o caixa da empresa como um adiantamento de pró-labore e, portanto, registrar a movimentação nas finanças da empresa.

Defina seu pró-labore

Definir o pró-labore — remuneração paga às pessoas responsáveis pela administração da empresa — é fundamental neste processo de separação de contas. Muitos empresários, principalmente os responsáveis por pequenas e médias empresas, não adotam tal medida. Por serem donos do negócio, acreditam que podem retirar o valor que quiserem, na hora em que precisarem, sem ser necessário nenhum planejamento, o que gera um descontrole financeiro.

Para que isso não aconteça, o seu salário e o dos sócios da empresa, devem ser definidos previamente e tais valores e data de retirada devem ser respeitados. Isso deve ser planejado assim como você faz com os outros gastos e tratar essa retirada como a de um funcionário na folha de pagamento.

Não faça compromisso com o dinheiro que ainda não entrou

Fazer compromisso com o dinheiro que você ainda não recebeu é um dos principais caminhos para problemas financeiros. Muitas vezes a alternativa encontrada para isso é utilizar os recursos pessoais para arcar com as dívidas e essa não é a solução mais apropriada.

Portanto, tenha um planejamento com as pendências financeiras, tenha um fundo de reserva para emergências e não faça compromissos com o dinheiro que ainda não entrou no caixa.

Com uma gestão equilibrada e separada das finanças pessoais do seu negócio você saberá com mais facilidade qual é o lucro real de sua empresa, os resultados de seus investimentos e terá mais praticidade em fazer projeções para o futuro.

Se você é empresário de uma microempresa ou empresa de pequeno porte, pode participar de capacitações específicas sobre gestão financeira. Para quem é microempreendedor individual (MEI) também há orientações que serão muito úteis para o controle financeiro da empresa.


Já leu nosso último post “Dicas de gestão para abrir o próprio negócio”? Confira aqui

Dicas de gestão para abrir o próprio negócio

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Se tornar o próprio patrão e abrir uma empresa é uma decisão muito importante e difícil de ser tomada. Afinal, requer fazer escolhas, mudar rotinas, encarar desafios. Muitas pessoas pensam apenas na ideia do negócio e esquecem do principal: elaborar um bom planejamento estratégico e financeiro. De acordo com uma pesquisa do Sebrae, a cada 100 empresas abertas no Brasil, pouco mais de 75 sobrevivem ao primeiro ano. O Espírito Santo é o sexto estado com a melhor taxa de sobrevivência.

Para ficar entre as empresas que se mantém vivas e prósperas é preciso pensar a empresa como um todo antes mesmo de tirar o sonho do papel. O fundador da ContaAzul, empresa que oferece serviços de gestão online para pequenas empresas, Vinícius Roveda, deu uma entrevista para a Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, e listou algumas dicas para quem quer evitar erros comuns ao empreender. Confira:

1. Valide o seu modelo de negócio

A falta de planejamento é uma das principais causas de mortalidade das empresas. Os erros são comuns, mas o importante é que as falhas sejam encaradas como um aprendizado. O ideal é testar e validar seu negócio o mais rapidamente possível — e não ter medo de mudar completamente a estratégia caso seja preciso. Lembre-se de que, se você invalida uma ideia em pouco tempo, o prejuízo é menor. O canvas é um modelo bastante útil para desenvolver sua ideia de negócios.

2. Conheça profundamente os seus clientes

Quanto mais você conhecer o seu cliente, maior será a probabilidade de ter sucesso. Mas não basta apenas ter informações do tamanho do seu público-alvo e de sua preferência. Também é importante entender o comportamento, os hábitos e as rotinas de quem você quer atingir. Com essas informações em mãos, é possível personalizar produtos ou serviços, conquistar os usuários e obter sucesso mais facilmente.

3. Fuja da informalidade

Empreendedores iniciantes se veem tentados a começar suas atividades de maneira informal. A intenção principal é fugir dos impostos. No entanto, sem a formalização, o seu negócio fica impedido de crescer. A capacidade de emitir nota fiscal, criar uma conta bancária como pessoa jurídica, obter máquinas de cartão de crédito e solicitar empréstimos públicos é exclusiva para quem tem um CNPJ. Confira aqui 7 motivos para se formalizar.

4. Tenha uma vida financeira organizada

Muitos empreendedores vivem mergulhados em uma completa desorganização financeira, algo terrível para os negócios. Para “sair do vermelho”, o primeiro passo é organizar seu fluxo de caixa. Com planilhas simples, é possível controlar os valores que entram e saem, inclusive com previsões futuras.

5. Defina o valor do seu produto de maneira consciente

Empreendedores iniciantes também costumam errar muito na hora de definir a margem de lucro e fixar preços de produtos. É comum encontrar empresários que vendem muito, mas se queixam de não ver o dinheiro entrar. Isso acontece em razão de cálculos equivocados. Saiba que há técnicas corretas para definir margens de lucro e preço de produtos e serviços.

6. Adote estratégias de comunicação

Estratégias de comunicação devem ser adotadas em qualquer negócio, seja ele de grande ou pequeno porte. Algumas medidas criativas podem ser adotadas sem grandes custos. Uma newsletter para o e-mail dos seus clientes, informando sobre novidades e promoções, é uma forma relativamente barata de informá-los. As redes sociais também são opções gratuitas que não podem ser deixadas de lado. Usando as plataformas corretas você pode ter bons resultados.

Empreender tem sido a opção de muitas pessoas e pode parecer muito vantajosa para quem está desempregado ou deseja se tornar seu próprio patrão, porém requer atenção, cuidado, preparo, disposição e coragem. Busque o maior número de informações possível sobre o mercado em que pretende atuar, além dos riscos a serem enfrentados. Dessa forma, estará mais preparado e poderá evitar erros.


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