Retrospectiva: Como foi 2017 para sua empresa?

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Que tal aproveitar o fim do ano para fazer uma retrospectiva da sua empresa? Como foi o ano que passou? Assim como fazemos na nossa vida pessoal, é importante pararmos para fazer uma reflexão também em nossa vida empresarial para podermos planejar o ano que vai chegar.

Tenha em mente que isso não é uma perda de tempo e sim um ganho futuro, afinal, planejamento é fundamental para que os resultados positivos apareçam.

Pare e lembre de tudo o que aconteceu, não só na parte financeira, mas de uma forma geral, faça uma retrospectiva que te ajude a avaliar suas falhas e sucessos. Assim você poderá perceber o que foi bom para repetir no próximo ano e ficar atento ao que não funcionou para tomar as medidas necessárias em 2018.

É importante também, que você, empreendedor, faça uma autoavaliação. Como foi seu comportamento como gestor? Como agiu com seus colaboradores? O que pode fazer para melhorar? (Para ter resultados exitosos, seja sincero com você mesmo, ok?)

Confira algumas perguntas importantes para te ajudar nessa retrospectiva:

1- Quais foram os meus resultados com as vendas?

Pegue os resultados sobre as vendas do seu produto/serviço e avalie o desempenho ao longo do ano. Destaque os meses em que houve crescimento e também queda e tente identificar os fatores desses picos. Assim, você pode descobrir os motivos que levam suas vendas a aumentarem em determinado período e também identificar as quedas, se preparando antecipadamente para os períodos de baixa.

Você também pode buscar alternativas para que nesse período de queda, as vendas não diminuam tanto, realizando promoções ou intensificando divulgações.

2- Qual foi o lucro da minha empresa?

Um alto volume de vendas não significa, necessariamente, que a sua empresa teve grandes lucros. Com essa análise você pode avaliar seus preços, rever os descontos que praticou, reavaliar promoções, e assim, se planejar melhor para 2018.

3- As metas de 2017 foram cumpridas?

Verifique se o que você planejou para 2017 se concretizou. Para que sua empresa cresça, é preciso ter suas metas bem definidas. Assim você consegue traçar um planejamento de como alcançá-las e fazer um acompanhamento para verificar se tudo está indo bem. Caso não tenha feito isso em 2017, aproveite para fazer para 2018 e, que tal, também para os próximos 5 anos?

Parece muito tempo, mas dependendo do que você quer conquistar daqui a 5 anos, precisa começar a se mexer desde já. Com metas e prazos, sua empresa tem maiores chances de se desenvolver e crescer.

4- Minha equipe está satisfeita?

Uma empresa não funciona sozinha. Para crescer é preciso que todos estejam alinhados e trabalhando em prol de um mesmo objetivo. Ter uma equipe satisfeita e comprometida é fundamental. Avalie o nível de satisfação dos seus colaboradores e pense no que pode melhorar para ter uma equipe cada vez mais motivada.

5- No que eu errei este ano?

Errar é humano, mas os erros precisam servir para algo. Que tal identificar onde você cometeu erros para evitá-los? Olhe para sim, seja sincero com você mesmo, converse com seus colaboradores e peça opiniões sinceras. Não é fácil ouvir feedback negativo ou críticas, mas é preciso trabalhar isso de forma construtiva. Assuma seus erros e cresça como profissional.

 

Aproveite o fim de ano para imaginar como será 2018. Sonhe com aquilo que deseja alcançar, imagine suas conquistas e coloque todas em um papel. Depois, será a hora de colocar cada desejo em prática com objetivos claros para que possam se materializar de verdade.

Que venha um Ano Novo de muitas vitórias e obstáculos vencidos. Que venha 2018!

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Passo a passo: saiba como conseguir crédito para seu negócio

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Você sabe quais cuidados precisa tomar antes de ir a uma instituição financeira pedir recursos? Saiba que, ao se planejar, você aumenta suas chances de sucesso nessa empreitada!

Por exemplo, antes de sair de casa em busca de crédito, é importante identificar a real necessidade de empréstimo ou financiamento; pesquisar a linha e o banco que melhor atendem a seu projeto e elaborar um plano de negócios.

Isso porque, para expandir os negócios, micro e pequenas empresas têm acesso a linhas de crédito específicas para o segmento ou a finalidade que se deseja alcançar com o recurso.

Confira abaixo as orientações do Sebrae para o empreendedor que precisa obter crédito:

Identifique a necessidade de crédito — Tenha em mente a finalidade do recurso pretendido e o valor necessário. Por exemplo, se você precisa comprar determinado maquinário, já faça uma pesquisa no mercado para saber o recurso necessário para isso. O mesmo vale para outros objetivos, como compra de matéria-prima, materiais e mão-de-obra para reforma, entre outros.

Preserve recursos próprios — O ideal é que você preserve recursos próprios para capital de giro e financie itens como máquinas e equipamentos, por exemplo. Nas linhas de financiamento para investimentos fixos, os limites são maiores, os custos são menores, os prazos de pagamento também são maiores e as garantias, facilitadas.

Mantenha um bom relacionamento com seu banco — Um bom histórico influencia a decisão do gerente de financiar seu projeto. Entre em contato com seu banco, mas não se esqueça de verificar as condições das instituições concorrentes.

Escolha a instituição financeira — Não basta simplesmente bater de porta em porta. Se você quer ser assertivo em sua busca, se informe previamente sobre as linhas de financiamento que melhor se enquadram às suas necessidades de crédito, especificamente. Procure saber quais instituições financeiras operam com essas linhas específicas. Lembre-se ainda que condições como custos, prazos e limites costumam variar de banco para banco. Então, quanto mais você conseguir especificar suas necessidades e pesquisar linhas e instituições que possam te dar o que você precisa, maiores suas chances de êxito.

Analise os fatores de restrição — Antes de sair em busca do crédito, garanta que você esteja com todos os fatores de restrição em dia, isto é, adequados às exigências dos bancos. Exemplos são situação legal, garantias e capital próprio.

Faça um plano de negócios — Esse instrumento é fundamental para mostrar ao banco que seu projeto é viável do ponto de vista financeiro. Algumas instituições, contudo, podem pedir que o estudo da viabilidade seja feito com a ferramenta dela. Lembre-se: qualquer instituição quer correr o mínimo de risco, por isso, elaborar um estudo com a análise de mercado, produto, operação e finanças demonstra a viabilidade do projeto, sua capacidade de pagamento e, claro, aumenta as chances de aprovação.

Faça o pedido — Ao chegar ao banco, apresente ao gerente de pessoa jurídica a documentação, as garantias e o plano de negócios, abordados nos itens anteriores, para que ele avalie seu projeto e possa te dar um retorno sobre a liberação ou restrição ao seu financiamento.

Se você deseja ou precisa aprender mais sobre esse tema, temos uma dica para você!

O Sebrae ES realizará o evento O Futuro do Mercado Financeiro para os Pequenos Negócios, que abordará as perspectivas e tendências do mercado financeiro para manter-se estável e em equilíbrio financeiro hoje, além de planejar o futuro de seu negócio.

O evento contará com palestra de Samy Dana, que é economista, doutor em administração e PHD in business. Dana é, ainda, apresentador do programa Conta Corrente, da Globo News, professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, comentarista, colunista em sites diversos, autor de livros e possui mais de 15 anos de experiência em consultoria e palestras.

Na ocasião, você também saberá como renegociar dívidas com Instituições Financeiras, além de conhecer mais sobre linhas de crédito com o BNDES.

O evento acontece no dia 31 de outubro, a partir das 8h30, no Centro de Convenções de Vitória, na Rua Constante Sodré, 157, Santa Lúcia, Vitória.

É voltado para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com inscrições gratuitas e limitadas, sendo permitidos dois participantes por CNPJ.


Já leu nosso último post “Descubra como encantar o turista no atendimento”? Confira aqui.

Coloque as finanças da sua empresa em ordem

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Ao pensar em abrir uma empresa, a maioria dos empreendedores concentra seus esforços apenas na atividade na qual vai investir. Se vai abrir uma loja de roupas, por exemplo, pensa nos produtos que vai vender, quem serão os fornecedores; se for uma lanchonete, pensa nos tipos de lanches que vai servir, como será o cardápio, a estrutura do local. E por aí vai.

Pensar em todos esses detalhes faz parte do processo, mas o que muitas vezes acontece é pensar nas questões comerciais e deixar a organização financeira em segundo plano. E este é um grande erro, pois a saúde financeira da empresa é fundamental para o crescimento e até mesmo sobrevivência do negócio.

Esta é uma negligência que acontece, muitas vezes, involuntariamente. Alguns empresários nem param para pensar na importância desse controle financeiro. Você precisa saber exatamente quais os gastos e ganhos da empresa até mesmo para saber se o negócio está sendo lucrativo. Se você utiliza o dinheiro do seu negócio para uso pessoal, ao final do mês não saberá nem se teve lucro ou prejuízo, pois não está controlando as finanças.

Com alguns cuidados, organização e disciplina, você pode melhorar muito a área financeira do seu negócio e ter resultados positivos e lucrativos. Confira:

Identifique a situação atual da sua empresa

Você precisa levantar todas as informações financeiras, como despesas, receitas, estoque e caixa. Insira os detalhes no seu sistema informatizado de gestão ou, se não tiver um, anote tudo em pastas, planilhas. Utilize o que tiver, mas registre as informações exatas.

Anote também as despesas fixas como água, luz, telefone, entre outras, além do valor das retiradas mensais, como pró-labore. Nesse momento você também deverá separar as contas pessoais daquelas da empresa. Dessa forma você poderá medir, de fato, se sua empresa está sendo lucrativa, onde estão os maiores gastos, entre outras informações.

Organize sua área financeira

Agora que você já levantou as informações financeiras da empresa, trabalhe para que as anotações sejam feitas diariamente, mantendo o controle de tudo: vendas diárias, à vista, a prazo; datas de recebimento; gastos. Ao final de cada mês você também deve fazer um balanço total.

Mesmo que as atividades financeiras sejam de responsabilidade apenas de uma pessoa, é importante estruturar as tarefas em: contas a receber, contas a pagar e tesouraria (administração do caixa, controle do endividamento e relacionamento com bancos). Essa é a estrutura ideal para organizar as finanças.

Pague as contas em dia

Organize-se para pagar todas as contas no dia certo e evitar multa e juros. Você também pode antecipar os pagamentos, se o desconto for vantajoso e se isso não prejudicar seu caixa no futuro. Para facilitar na gestão financeira é importante que os prazos de pagamento concedidos a clientes sejam inferiores ao recebido de fornecedores.

Utilize ferramentas de controle

Para uma boa gestão financeira você precisa conhecer e controlar o presente para administrar o seu futuro. Algumas ferramentas de gestão podem ser úteis neste momento, como o ContaAzul, um programa de controle financeiro empresarial, que te ajuda a organizar não apenas suas informações financeiras, mas também o controle de estoque e a integração bancária.

Outra ferramenta online e muito eficaz é o Nibo. Com ele, você consegue controlar suas finanças, emitir notas fiscais e boletos bancários, organizar as contas a pagar e promover a integração bancária, além de várias outras atividades úteis.

Uma outra ferramenta, mais orientada para o uso pessoal, mas que também pode ser bastante útil para sua empresa em um momento inicial, é o gerenciador financeiro Yupee. Com um importante diferencial: totalmente gratuito. Trata-se de uma ótima opção caso você esteja começando um empreendimento, e precise colocar as contas em ordem.

Para quem não tem intimidade com números e finanças, cuidar dessa parte da empresa pode parecer (e é, inicialmente) complicado, mas tenha em mente que isso é fundamental e pode garantir a sobrevivência da sua empresa.

Por isso, independente da sua área de conhecimento é muito importante que busque se informar sobre gestão financeira, mesmo que sejam as informações mais básicas, se você é um Microempreendedor Individual. Se você tiver uma empresa maior, precisa do apoio de um contador para garantir o sucesso da sua empresa.

O grande segredo é: conhecer e entender o que entra e o que sai do caixa da sua empresa no dia, no mês e no ano. Dessa forma você pode se organizar e se planejar.


Já leu nosso último post “Aprenda sobre fluxo de caixa e melhore a saúde financeira da sua empresa”? Confira aqui.

Aprenda sobre fluxo de caixa e melhore a saúde financeira da sua empresa

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Todos os dias, é preciso “fechar o caixa”. Mas apesar de corriqueira, essa atividade é extremamente importante para a saúde financeira das empresas.

O fluxo de caixa é um instrumento básico de planejamento financeiro, que está no alicerce da organização financeira de um negócio. Seu objetivo é apurar e projetar o saldo disponível, para que haja sempre capital de giro para aplicação ou gastos necessários.

Elaborar o fluxo de caixa permite, portanto, que o empresário tenha uma ideia de como estará a situação financeira da empresa nos próximos dias, semanas ou mês.

A ferramenta possibilita, ainda, o controle das atividades do ciclo operacional da empresa. Isto é, das atividades de compra e venda de mercadorias e serviços em curto prazo e os seus respectivos pagamentos e recebimentos.

Realizado em forma de planilha, em um relatório de fluxo de caixa devem estar registrados todos os recebimentos (vendas à vista e recebimento de duplicatas, entre outros) e todos os pagamentos (compras à vista, pagamentos de duplicatas, pagamento de despesas e outros pagamentos) previstos para o dia, a semana e até para o mês, caso sejam parcelados.

O resultado do fluxo de caixa é o saldo disponível (no caixa ou conta bancária) apurado pela diferença entre o total do valor dos recebimentos e pagamentos efetivamente realizados em uma determinada data ou período.

Confira o passo a passo para elaborar um bom fluxo de caixa:

Passo 1. Faça o registro diário de entradas e saídas. Lance no “contas a pagar” e “contas a receber” os compromissos já assumidos e valores a receber, já conhecidos ou facilmente estimados.

Passo 2. Projete os pagamentos e recebimentos futuros. Estime despesas ainda não lançadas no “contas a pagar”, como: impostos, folha de pagamento, contas de água e luz.

Passo 3. Analise o saldo diariamente e em períodos futuros. Em situação deficitária, ou seja, negativa, tome decisão sobre necessidade de capital de giro. Em situação superavitária, positiva, pense em como investir e aplicar o recurso.

Mas atenção: o saldo de caixa não indica, necessariamente, que a empresa esteja tendo lucro ou prejuízo. O saldo final deve ser confirmado a cada dia.


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Dicas para não misturar as finanças pessoais com a empresarial

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Misturar as finanças pessoais com as finanças da empresa é algo muito comum, principalmente nos pequenos negócios, onde não há a participação de um contador, onde a movimentação financeira é relativamente pequena e os empreendedores são responsáveis por quase tudo no empreendimento.

É preciso ficar atento, pois essa prática é muito perigosa e pode causar um resultado desastroso das finanças, levando até mesmo à falência. Por isso é fundamental que você tenha um cuidado redobrado com o dinheiro da sua empresa para garantir o crescimento sustentável e os lucros do empreendimento.

Confira abaixo algumas orientações para evitar misturar as finanças:

Tenha contas correntes separadas

O indicado é que você tenha uma conta corrente para você e outra para a sua empresa. Dessa forma será mais fácil controlar melhor os lançamentos nos extratos, pagamentos recebidos e gastos realizados. Você deve evitar também usar o cheque ou cartão da empresa para pagar contas pessoais e vice e versa, pois as finanças acabam se misturando.

Outra vantagem de ter contas separadas é para efeitos fiscais. Assim, será mais fácil para você comprovar o seu faturamento, o que torna mais simples fazer a declaração de Imposto de Renda. Por não haver controle financeiro, alguns empresários sequer sabem se têm um negócio lucrativo ou não.

Não use o caixa da empresa para pagar contas pessoais

Nunca leve suas despesas de casa para o trabalho e nem o contrário. Tapar um buraco com outro é um forte indício de que algo dará errado no futuro. Portanto, mantenha as finanças separadas.

Você pode evitar essa prática definindo valor e data para retirar o pró-labore. Caso seja inevitável, você deve encarar o caixa da empresa como um adiantamento de pró-labore e, portanto, registrar a movimentação nas finanças da empresa.

Defina seu pró-labore

Definir o pró-labore — remuneração paga às pessoas responsáveis pela administração da empresa — é fundamental neste processo de separação de contas. Muitos empresários, principalmente os responsáveis por pequenas e médias empresas, não adotam tal medida. Por serem donos do negócio, acreditam que podem retirar o valor que quiserem, na hora em que precisarem, sem ser necessário nenhum planejamento, o que gera um descontrole financeiro.

Para que isso não aconteça, o seu salário e o dos sócios da empresa, devem ser definidos previamente e tais valores e data de retirada devem ser respeitados. Isso deve ser planejado assim como você faz com os outros gastos e tratar essa retirada como a de um funcionário na folha de pagamento.

Não faça compromisso com o dinheiro que ainda não entrou

Fazer compromisso com o dinheiro que você ainda não recebeu é um dos principais caminhos para problemas financeiros. Muitas vezes a alternativa encontrada para isso é utilizar os recursos pessoais para arcar com as dívidas e essa não é a solução mais apropriada.

Portanto, tenha um planejamento com as pendências financeiras, tenha um fundo de reserva para emergências e não faça compromissos com o dinheiro que ainda não entrou no caixa.

Com uma gestão equilibrada e separada das finanças pessoais do seu negócio você saberá com mais facilidade qual é o lucro real de sua empresa, os resultados de seus investimentos e terá mais praticidade em fazer projeções para o futuro.

Se você é empresário de uma microempresa ou empresa de pequeno porte, pode participar de capacitações específicas sobre gestão financeira. Para quem é microempreendedor individual (MEI) também há orientações que serão muito úteis para o controle financeiro da empresa.


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